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Uma discussão salutar moveu representantes das torcidas organizadas e dos órgãos públicos ligados à Segurança Pública e Ministério Público à audiência promovida pelo Deputado Ubaldo Fernandes (PL) na tarde de hoje (05), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Todos interessados em encontrar soluções que coibam a violência no entorno dos estádios de futebol do Estado. Para o parlamentar, “é importante que nossas famílias voltem a frequentar os estádios. Estamos todos imbuídos em encontrar o melhor caminho para trazer de volta a boa fama do futebol potiguar”, disse o parlamentar.

O promotor da Comissão de Defesa do Estatuto do Torcedor do Ministério Público do Rio Grande do Norte, Luiz Eduardo Marinho, afirmou que é preciso haver a conjunção de forças, normas eficazes e efetivas na punição dos torcedores infratores. “Estamos presentes e atentos na tomada de decisões e precisamos que a sociedade apoie a Polícia Militar e o Ministério Público na missão de afastar os maus torcedores dos estádios” disse. Como exemplo das ações orquestradas entre os órgãos de Segurança, o promotor citou que, no último clássico entre ABC e América, três torcedores sofreram punições,.”Todas por porte de drogas, nenhuma por violência”, ressaltou ele.

O diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Júlio Costa, acredita que o Estatuto do Torcedor é brando e não causa temor nos infratores. “Queremos valorizar as torcidas organizadas nos estádios e buscar o controle sistemático da aplicação das penas. Os clubes também precisam se aproximar mais das torcidas, promovendo, de repente, o ingresso social. Esta aproximação das torcidas organizadas facilitaria o trabalho de inteligência da Polícia”, ressaltou o delegado. Segundo Júlio Costa, está em análise a instalação da Delegacia do Torcedor em todos os jogos do ABC e do América.

O ex-presidente da torcida Máfia (do América), Augusto Varela, lembrou que em tempos atrás, as torcidas Máfia e Gangue (do ABC) brigavam para ver quem fazia a melhor festa. “Hoje, criminosos ligados ao tráfico de drogas se infiltraram nas torcidas organizadas para promover a desordem e a baderna”, constatou. Sua observação foi a mesma do presidente do América, Leonardo Bezerra, que revelou: “as brigas são marcadas nas redes sociais, por marginais que só mancham a imagem do time. O futebol passa por um momento difícil no Rio Grande do Norte, em que pouco se fala do resultado dos jogos; o foco fica na violência”.

O coronel Marlon Bay, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, ressaltou as ações positivas empregadas no último clássico entre ABC e América. “Tivemos que restringir a entrada de materiais indicativos de torcidas organizadas, infelizmente. E não registramos casos de violência. Cumprimos nossa missão de fazer com que o evento fosse o mais tranquilo possível”, disse.

Ao final do debate, o deputado Ubaldo Fernandes prometeu estudar um projeto de lei que possa aumentar a segurança nos jogos, incluindo o implemento da biometria facial usada no Ceará. O promotor Luiz Eduardo Marinho também se prontificou a reeditar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) das Torcidas, atendendo o pleito de algumas torcidas do Estado, como a Camisa 12.