Bolsa tem a maior queda diária desde a greve dos caminhoneiros

O índice Bovespa teve sua maior queda porcentual nesta quarta-feira (6), desde o dia 28 de maio do ano passado, período em que ocorreu a greve dos caminhoneiros. A bolsa brasileira transitava em terreno negativo desde a abertura dos negócios.

Ó sinal de baixa no índice ampliou significativamente após a notícia de que a Vale teve suspensa sua autorização para operar a barragem de Laranjeiras (MG).

Desse modo, o Ibovespa encerrou o dia aos 94.635,57 pontos, uma queda de 3,74%. Os negócios somaram R$ 17 bilhões.

Segundo operadores ouvidos pelo Estadão/Broadcast, a reação imediata do mercado com a notícia sobre a suspensão de Laranjeiras acionou o “stop loss” em diversas mesas de negociação.

Ao final dos negócios, as ações ordinárias da Vale, que chegaram a ter os negócios suspensos no pregão, fecharam em queda de 4,88%, na mínima do dia. A ação da mineradora contaminou os papéis do setor siderúrgico, que teve perdas expressivas. CSN ON caiu 5,77% e Gerdau Metalúrgica cedeu 4,94%.

Dólar – A moeda norte-americana, por sua vez, teve a maior alta dos últimos 11 pregões e subiu 1,11%, para R$ 3,70. O real registrou um dos piores desempenhos no mundo ante a moeda americana nesta quarta-feira, que se fortaleceu ante divisas de países desenvolvidos e emergentes em meio a temores de nova paralisação no governo dos Estados Unidos e de desaceleração da economia mundial, após queda inesperada nas encomendas à indústria da Alemanha.

A moeda brasileira só perdeu menos valor ante o dólar que a moeda da Austrália e o rand da África do Sul. Por aqui, preocupações com a tramitação da reforma da Previdência no Congresso fizeram o investidor buscar proteção no dólar.