BRASILEIROS SÃO ENCONTRADOS EM CARROCERIA DE CAMINHÃO NA FRONTEIRA ENTRE EUA E MÉXICO


Agentes do Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteira (CBP, sigla em inglês), no Texas, encontraram 49 imigrantes ilegais dentro da carroceria de um caminhão. Havia brasileiros no grupo, mas o número exato de naturais do Brasil não foi divulgado.

O flagrante ocorreu em 16 de setembro mas comunicado pelas autoridades norte-americanas nesta terça-feira. Além de brasileiros, havia pessoas do Equador, El Salvador, Honduras, Guatemala, México e Peru escondidos no caminhão.

O veículo foi interceptado durante uma operação no posto de controle de imigração, em Sierra Blanca, no Texas. “Os agentes abriram as portas do trailer e observaram vários migrantes sem documentos na área de carga”, informou o CBP.

— As operações de checkpoint são vitais para monitorar as atividades ilegais para os Estados Unidos — disse o chefe do setor de patrulha, Sean L. McGoffin. — Os agentes foram capazes de identificar positivamente um grande esquema de contrabando, salvando vários indivíduos de uma situação potencialmente perigosa — acrescentou.

O motorista do caminhão possuía visto americano. Ele foi entregue à polícia e responderá na Justiça. Todos os imigrantes sem documentos foram avaliados clinicamente e também serão processados.

Morte na fronteira

A busca por um futuro melhor no Estados Unidos resultou na morte de uma brasileira. Em 15 de setembro, o corpo de Lenilda Oliveira dos Santos foi localizado por uma patrulha norte-americana perto da cidade de Deming, no Novo México. Ela tentava atravessar a fronteira ilegalmente com um grupo de amigos, mas foi abandonada no caminho e provavelmente morreu de sede e fome.

Lenilda atravessou ilegalmente a fronteira entre México e Estados Unidos. Ela estava viajando com alguns conhecidos de Vale do Paraíso, em Rondônia, onde morava antes de tentar a travessia. O grupo também estaria com um “coiote”. Durante a caminhada, Lenilda começou a ficar desidratada e não conseguiu continuar. Ela acabou abandonada pelos colegas e pelo “guia”.

Irmão da vítima, Moizaniel Pereira de Oliveira, 46 anos, disse ao Globo que Lenilda morreu rastejando para chegar a uma pedra, onde provavelmente buscaria se encostar e sombra.

Enquanto esteve sozinha, Lenilda enviou áudios para a família. Nas mensagens, ela tentava mostrar otimismo e acreditava que seus colegas voltariam para buscá-la, conforme prometeram. Mas sua voz demonstrava que estava debilitada. “Eu estou escondida. Manda ela trazer uma água para mim, porque não estou aguentando de sede”, diz em uma das mensagens.

O Globo