A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou o cantor sertanejo Eduardo Costa pelo crime de estelionato por causa de uma transação imobiliária. Segundo a investigação, o artista negociou uma casa no balneário de Escarpas do Lago, em Capitólio, a 313 km de Belo Horizonte, em troca de outro imóvel na região da Pampulha, na capital mineira.

O cantor, no entanto, não avisou que a casa em Capitólio era alvo de uma ação do Ministério Público Federal (MPF). O órgão pedia a demolição parcial do imóvel porque o terreno está localizado em uma APP (Área de Preservação Ambiental) permanente. Na prática, a casa valia menos do que o acordado e os compradores levaram prejuízo.

Polícia intima Eduardo Costa a depor sobre supostas ameaças

O indiciamento foi feito em 11 de novembro de 2019, dois anos após a abertura do inquérito. Segundo o delegado responsável pelas investigações, o cantor induziu as vítimas a erro já que teria omitido “de forma deliberada” a informação de que o imóvel era objeto de ações.

Ainda segundo a investigação, o cantor tinha intenção de enganar as vítimas até que o negócio fosse totalmente concretizado.

“Tal situação demonstra que houve lesão patrimonial para as vítimas em conseguência de terem sido enganadas, o que implica em fraude”, escreveu o delegado.

A reportagem entrou em contato com o cantor e aguarda um posicionamento sobre o indiciamento. Em entrevista após prestar depoimento no inquérito em julho de 2018, o cantor afirmou que o comprador sabia da pendência e que ele não deu prejuízo a ninguém.

O advogado Arnaldo Soares Alves, representante das vítimas, foi procurado e disse que só vai se manifestar no processo

Fonte / R7