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Conselho de Ética: Flordelis chora, acusa filhas e nega ter mandado matar marido



A deputada Flordelis (PSD-RJ) disse aos parlamentares do Conselho de Ética da Câmara nesta terça-feira (16) que não mandou matar o marido, o pastor Anderson do Carmo. Em videoconferência, ela chorou e acusou duas filhas de terem planejado o crime.

Flordelis foi denunciada pelo Ministério Público, acusada de encomendar a morte do esposo, assassinado em 2019. Ela virou ré no caso.

“Minha filha foi a mandante com a outra filha, não sei mais quem estava envolvido, mas eu não compactuo com isso”, afirmou a delaputada, sem citar nomes. Flordelis e Anderson do Carmo tinham 55 filhos, entre biológicos e adotivos.

Uma das filhas, Simone dos Santos Rodrigues, disse em depoimento que pagou R$ 5 mil pelo assassinato do pastor. Segundo ela, o dinheiro foi entregue a Marzy Teixeira, sua irmã, para que ajudasse na morte de Anderson.

“Dei R$ 5 mil para Marzy. Disse que não aguentava mais. Pedi para ela me ajudar. Estava passando por maus momentos. Não havia um plano. Só estava desesperada”, declarou Simone.

“Eu ainda não tive coragem de ouvir a confissão toda da minha filha, mas eu fiquei sabendo ela falou que mandou matar meu marido. Isso não está certo, não era esse o caminho que ela tinha que tomar. Eu sou a favor da vida.”, afirmou Flordelis.

“Eu jamais mandaria matar meu marido, ele era meu amigo. Ele era bom pra mim. Ele me fazia sentir especial”, disse a deputada enquanto limpava lágrimas do rosto. Ela declarou que é vítima de “uma perseguição implacável”.

“Uma desconstrução moral. O que está acontecendo, excelência, é um assassinato da minha reputação, do meu nome, de forma violenta e desumana. Por quase 2 anos a minha vida e a vida da minha família, dos meus filhos pequenos, se transformou em um caos”, afirmou a deputada.

“Eu não sabia o que estava acontecendo dentro da minha casa. Eu não sabia que meu marido estava assediando a minha filha”, declarou Flordelis. “Ela [filha] tinha outros caminhos de denúncia. Ela podia ter tentado me contar. Tudo bem que no início talvez eu não acreditaria porque meu marido era, depois de Deus, a pessoa mais importante da minha vida”.

A parlamentar mencionou fato de ainda não ter sido julgada. “O processo ainda está em curso”, declarou. “Existem provas robustas suficientes para desmontar minha inocência. E confio que sairei desse processo inocentada”.

O Conselho de Ética pode recomendar punições que vão da censura até a perda do mandato. Para punições mais severas, é necessária aprovação do plenário da Casa.

“Quero pedir a vocês, a vossas excelências, que não cometam nenhuma injustiça comigo, por favor”, disse Flordelis. “Vossas excelências não podem imaginar a tristeza do momento que estou vivendo. Jamais poderão alcançar a dor que é perder meu marido”.

O relator do caso Flordelis é Alexandre Leite (DEM-SP).


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