Decisão favorável à Guararapes traz segurança para facções têxteis

As facções de costura do interior do estado que prestam serviços para a Guararapes Confecções se mostraram aliviadas com a decisão do juiz da 7ª Vara do Trabalho Alexandre Érico da Silva, que negou pedido de indenização no valor de R$ 38 milhões feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a empresa para responsabilizá-la por danos morais coletivos dos trabalhadores da facções por ela contratadas.

“Essa decisão nos deixa mais seguros, pois sabemos que estamos no caminho certo, no caminho do desenvolvimento. Nossa região do Seridó é uma região carente de geração de emprego e renda. Essa realidade está mudando com as oficinas de costura”, diz o presidente da Associação Seridoense de Confecções (Asconf), Janúncio Nóbrega.

Durante todo o processo, proprietários e trabalhadores das fábricas de costura que prestam serviço para a Guararapes se mostraram receosos, diante da possibilidade da companhia parar de contratar com essas facções. O presidente do grupo Guararapes, Flávio Rocha, chegou a declarar que havia a intenção de retirar investimentos do estado e até transferir a fábrica de Extremoz para outro estado vizinho, alegando que, uma condenação por danos morais inviabilizaria os contratos com as facções e os investimentos. “Nós torcemos muito para que essas oficinas sejam ampliadas e que outras grandes empresas venham para o nosso estado”, declara Janúncio.

Ao todo, 61 facções vendem serviço contratado pela Guararapes. Outras grandes companhias, como a Hering, também contratam serviço com outras 50. São mais de 3.000 empregos diretos gerados por estas pequenas fábricas no interior.

Todas as que têm parceria com a Guararapes, segundo Janúncio, são certificadas pelo Programa de Qualificação de Fornecedores para o Varejo, desenvolvido pela ABVTEX – Associação Brasileira do Varejo Têxtil .

Contudo, o Ministério Público do Trabalho quer responsabilizar a Guararapes por danos trabalhistas, gerados por que prestavam serviço a ela. Segundo o MPT, o Grupo de Procuradores do Trabalho vinculados à Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes (Conafret) realizou inspeção nas facções e analisou as condições de trabalho e o conteúdo dos contratos de cada facção, constatando que a atuação da Guararapes foi além da de uma contratante comum