Dr. Bernardo solicita apoio da bancada federal contra “subfinanciamento” do SUS


Na sessão ordinária desta quinta-feira (18), o líder parlamentar Dr. Bernardo (MDB), utilizou o horário para falar sobre a votação, no Senado Federal, do piso salarial da Enfermagem, bem como a respeito do que chamou de “subfinanciamento” do Sistema Único de Saúde (SUS), no Rio Grande do Norte e no Brasil.

“O que me traz a esta tribuna hoje são dois assuntos, e o primeiro deles é algo bastante positivo. Ontem, numa reunião do Senado, eu vi o nosso senador do MDB, Eduardo Braga, tratando sobre o tema do piso salarial dos enfermeiros, técnicos de enfermagem e parteiras, que já se arrasta há mais de 30 anos e, finalmente, está chegando a uma conclusão”, iniciou o parlamentar.

De acordo com o deputado, o senador afirmou que, em breve, o projeto será votado no Senado. “Isso é maravilhoso. Eu, que sou médico, sei da importância desses profissionais para o dia a dia da Saúde do nosso País. É motivo de muita alegria ver que finalmente o Congresso está sensível a esse assunto”, acrescentou.

O segundo ponto abordado pelo parlamentar, ainda dentro da área da Saúde, foi o chamado “subfinanciamento” do SUS, em todo o País. “Eu quero deixar claro que o problema da Saúde Pública do Brasil tem uma causa, que não tem sido muito falada. O grande problema é o chamado subfinanciamento do SUS. E eu quero chamar a atenção da bancada federal, que não pode conceber que, há mais de 20 anos, não exista reajuste da tabela do SUS”, alertou.

De acordo com Dr. Bernardo, a situação da Saúde Pública do Rio Grande do Norte é bastante grave. “O Walfredo Gurgel, o Tarcísio Maia e todos os hospitais municipais estão em crise. Além disso, todas as APAMIs foram fechadas: Martins, Umarizal, Caraúbas, Apodi, Governador Dix-Sept Rosado, Patu. Será que isso é um problema estadual? Não é. É um problema do subfinanciamento do SUS, que, há 20 anos, paga R$10 por uma consulta especializada, R$ 24 por uma ultrassonografia e R$ 48 por uma endoscopia”, detalhou.

Ainda segundo o parlamentar, no Walfredo Gurgel, são pagos R$ 500, há 20 anos, por uma cirurgia de vesícula.

“Isso é o que está quebrando toda a rede pública do País. Portanto, é preciso que a bancada federal lute por essa causa e pressione o Governo Federal, para que seja feito o reajuste da tabela do SUS, porque na hora que se pagar um preço justo, não haverá mais falta de prestador de serviço nem de fornecedor e, com isso, não faltará mais assistência para a população do RN e do Brasil”, concluiu.