Editorial do Washington Post detona Bolsonaro e chega a dizer que uma das principais Democracia do Mundo está Ameaçada

Presidente Jair Bolsonaro participa da cerimonia comemorativa dos 160 anos da Caixa Econômica Federal com o presidente da CEF, Pedro Guimarães e os ministros Braga Netto, Paulo Guedes, Onix Lorenzoni e a primira-dama Michelle Bolsonaro. Sérgio Lima/Poder360 12.01.2021



O jornal norte-americano The Washinton Post publicou um editorial, ontem, afirmando que o presidente Jair Bolsonaro pode estar “mirando a democracia” e preparando um golpe político contra “os legisladores e eleitores que poderiam removê-lo do cargo”.
O periódico afirmou que as democracias dos Estados Unidos e da América Latina devem “deixar claro” que uma interrupção da democracia seria intolerável. O texto fala que o Congresso pode propor o impeachment de Bolsonaro “por sua péssima gestão da pandemia, incluindo minimizar sua gravidade, resistir às medidas de saúde pública e promover curas charlatanescas”.

“O presidente brasileiro já contribuiu muito para o agravamento da pandemia covid-19 em seu próprio país e, por meio da disseminação da variante brasileira, pelo mundo. Ele não deve ter permissão para destruir uma das maiores democracias do mundo também.” O jornal disse que “não há fim à vista” para a onda de mortes e infecções pela covid no Brasil, graças à “impressionante incompetência do presidente Jair Bolsonaro e seu governo”.

A publicação comentou a saída do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e a renúncia dos comandantes militares do Exército, Marinha e Aeronáutica. Citou também a mudança do general Braga Netto do comando da Casa Civil para a Defesa, e a escolha do secretário de segurança pública do Distrito Federal, Anderson Torres, para o Ministério da Justiça.

O editorial afirma que as medidas fizeram com que seis “prováveis candidatos presidenciais emitissem uma declaração conjunta alertando que ‘a democracia do Brasil está ameaçada’”.

“Bolsonaro expressou abertamente sua admiração pela ditadura militar que governou o país nas décadas de 1960 e 1970. Admirador de Donald Trump, ele adotou a tática do ex-presidente dos EUA de alertar sobre fraude nas próximas eleições e exigir que os sistemas de votação eletrônica sejam substituídos por cédulas de papel. Ele apoiou as alegações de Trump sobre fraude eleitoral, e seu filho, um legislador que visitou Washington, D.C., na véspera de 6 de janeiro, expressou consternação com o ataque ao Capitólio que não teve sucesso”.