Empresária Priscila Müller diz que foi traída por Kelps Lima e recebe acenos de legendas interessadas em sua candidatura

Pré-candidata a deputada estadual, empresária Priscila Müller (Divulgação)
“Resistirei a todas as adversidades, traições, manobras e artimanhas que surgirem pelo caminho”. A declaração é da empresária Priscila Müller (SDD), pré-candidata a deputada estadual que teve o seu nome “cassado” pelo deputado estadual Kelps Lima como candidata à Assembleia Legislativa pela legenda do Solidariedade, partido presidido pelo parlamentar no Rio Grande do Norte. Priscila Müller, no entanto, anunciou na noite desta quinta-feira (16) que irá manter o seu projeto político e já iniciou o processo de conversação com outras agremiações partidárias, interessadas em abrigar a sua postulação.
Apontada como umas das promessas de renovação na Assembleia Legislativa em 2018, a empresária, ainda filiada ao Solidariedade, lançou-se pré-candidata a deputada estadual a convite do próprio Kelps Lima. No entanto, segundo acredita Priscila Müller, o crescimento de sua candidatura em todas as regiões do Estado teria “assustado” o dirigente do Solidariedade, que optou por “cassar” a sua postulação no âmbito do partido.
Segundo ela, a “cassação” da sua candidatura foi anunciada por Kelps Lima, através de uma mensagem de WhatsApp, na qual o parlamentar comunicou que a empresária não contaria mais com a legenda para o seu projeto político. “A minha eleição para deputada estadual pelo Solidariedade era um projeto partidário e não individual. A construção de um projeto político não se dá somente pela vontade própria. Temos um grande grupo que acredita e que tem trabalhado com afinco para tornar o sonho de uma boa parcela da população potiguar realidade. Não desistirei da lutam, nem aceitarei posturas despóticas”, reagiu.
Em nota interna do Solidariedade, Kelps justifica como motivo para excluir a pré candidata, o fato de o irmão dela, prefeito de Caiçara do Rio do Vento, filiado ao PMDB, não ter se desfiliado e ingressado no Solidariedade.
Pré-candidata a deputada estadual, empresária Priscila Müller (Divulgação)
INDIGNAÇÃO
Indignada com a postura do parlamentar e líder do Solidariedade no RN, Priscila Müller, emitiu nota estranhando o fato de ter sido informada da sua exclusão através de mensagem de WhatsApp. “Importante esclarecer que o nosso presidente, ao me convidar para ingressar no SDD, me abrindo espaço para a pré candidatura, o fez pessoalmente, em conversa olho no olho com um sorriso largo no rosto. O que estranho e lamento profundamente é que não houve a mesma postura ao me excluir do partido. A decisão do presidente fere profundamente, os princípios tão defendidos por ele de novas posturas, com ética, transparência e acima de tudo a verdade”.
Mais adiante, Priscila Müller informa que “mesmo filiada ao SDD, não me foi dado o direito de expressão quando fui retirada de forma sumária do grupo do partido, numa clara demonstração do que o que se prega pelo presidente não é exatamente o que se faz. Disse ao deputado Kelps que me sentia perseguida e discriminada ao que recebi dele como resposta: “você tem todo direito de se sentir como quiser”. Mais uma vez lamento, afinal, a discordância é fator prioritário para a boa e salutar convivência política”.
Priscila Müller disse que mantem firme o propósito de continuar com o projeto político. “Estamos conversando com outros partidos, que acreditam em nosso projeto. Estou determinada em continuar com o nosso sonho de contribuir para uma mudança real na forma e na condução do fazer política no Estado”, ressaltou.