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Funeral de Paolo Rossi reúne campeões do mundo em 1982


O funeral do ex-atacante Paolo Rossi, morto na noite da última quarta-feira (9), aos 64 anos, reuniu campeões do mundo com a Itália em 1982, quando o “menino de ouro” entrou para o panteão do futebol.

Entre os que carregaram o caixão de Rossi na Catedral de Vicenza, no norte da Itália, estavam Marco Tardelli, Giancarlo Antognoni, Antonio Cabrini e Fulvio Collovati. Do lado de fora da igreja, dezenas de pessoas gritavam “Paolo”.

O funeral ainda teve a presença de outros grandes nomes do futebol italiano, como Paolo Maldini, Roberto Baggio e Alessandro Altobelli, também campeão em 1982.

“A morte de Paolo me abalou porque eu não sabia de sua doença, então foi um raio em céu sereno. Ele representou o futebol italiano, não há ninguém igual a ele”, disse Maldini, que jogou com “Pablito” no Milan, quando ele ainda começava no futebol e o atacante estava no fim de sua carreira.

Rossi lutava contra um câncer de pulmão, mas poucos sabiam de sua doença. “Paolo viveu a doença com a elegância e discrição de sempre. Sua grandeza era ser um fora de série, mas nunca um personagem”, disse o padre durante a homilia.

Já Cabrini, companheiro do atacante na Juventus e na Azzurra, fez um emotivo discurso fúnebre. “Pensava que ainda caminharíamos juntos por muito tempo. Já sinto sua falta, das suas brincadeiras, suas palavras de conforto, nossas discussões e seu sorriso. São pessoas como você que tornam bela a amizade.

Não te deixarei ir embora, você sempre estará perto de mim.

Prometo ficar ao lado de Federica e seus filhos, mas você ficará do meu lado”, afirmou.

O corpo de Rossi será cremado em Perúgia, mas, antes disso, ainda haverá uma cerimônia privada de despedida na cidade, no domingo (13), reunindo familiares e uma delegação do Perugia, clube onde ele atuou na temporada 1979/80 – a esposa de “Pablito”, Federica Cappelletti, é uma jornalista perugina.

Trajetória – O “menino de ouro” é lembrado no Brasil como um dos maiores carrascos da história da seleção, após ter marcado três gols na vitória por 3 a 2 que eliminou o histórico esquadrão comandado por Telê Santana da Copa de 1982.

Aquela gloriosa tarde de 5 de julho para a Itália ficou conhecida entre os brasileiros como a “tragédia de Sarriá”, nome do antigo estádio do Espanyol, e abriu caminho para a Azzurra faturar o tricampeonato mundial, superando Polônia (2 a 0) na semifinal e Alemanha Ocidental na decisão (3 a 1) – Rossi marcou nos dois jogos.

O atacante terminaria a Copa de 1982 como artilheiro, com seis gols, e vencedor da Bola de Ouro do torneio, porém foi muito mais do que um algoz do Brasil.

Ele começou a carreira profissional na Juventus, em 1973, mas antes de se tornar ídolo bianconero passou por Como, Lanerossi Vicenza e Perugia. Após voltar à Velha Senhora, em 1980, faturou dois títulos na Série A (1981/82 e 1983/84), um na antiga Copa dos Campeões (1984/85), precursora da Champions League, uma Supercopa da Uefa (1984) e uma Copa da Itália (1982/83).

Antes de encerrar a carreira, Rossi ainda passaria por Milan e Hellas Verona, mas sem destaque. Pela Azzurra, o ex-atacante atuou em 48 partidas entre 1977 e 1986, marcando 20 gols. Na aposentadoria, o ex-jogador se tornou comentarista em canais esportivos.

Sua carreira também teve uma passagem polêmica, quando “Pablito” foi suspenso por dois anos, em 1980, acusado de participação em um esquema de manipulação de resultados – o gancho terminou pouco antes da convocação para a Copa de 1982.

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