O juiz federal Sergio Moro participa na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado de audiência pública sobre projeto que altera o Código de Processo Penal (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Futuro ministro afirmou que fatos devem ser apurados caso não sejam esclarecidos

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse nesta segunda-feira (10) que não cabe a ele dar explicações sobre as denúncias que envolvem um ex-assessor de Flávio Bolsonaro e defendeu que esclarecimentos devem ser prestados.

“Os fatos têm que ser esclarecidos, o presidente já apresentou os esclarecimentos, têm outras pessoas que precisam prestar os seus esclarecimentos, e os fatos, se não forem esclarecidos, têm que ser apurados. Eu não tenho como eu ficar assumindo esse papel”, declarou.

Conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), um ex-assessor de Flávio, senador eleito e filho do futuro presidente Jair Bolsonaro, movimentou mais de R$ 1,23 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Ainda de acordo com o documento, Fabrício José de Carlos Queiroz depositou R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

“Fui nomeado para ser ministro da Justiça, não cabe a mim dar explicações sobre isso. O que existia no passado do ministro da Justiça opinando sobre esses casos concretos é inapropriado”, acrescentou Moro, sobre o caso. Com informações do G1.