Os R$ 700 milhões que a JBS doará para ajudar no combate à covid-19 equivale a 28,7% do lucro de R$ 2,4 bilhões da empresa no ano passado.

A JBS anunciou um mega pacote de doações para ajudar no combate à covid-19. A companhia, que fatura cerca de US$ 50 bilhões por ano e é a maior empresa de carnes do planeta, doará R$ 700 milhões, sendo R$ 400 milhões no Brasil e R$ 300 milhões nos EUA. A doação equivale a 28,7% do lucro líquido de R$ 2,4 bilhões do grupo no ano passado.

No Brasil, os recursos serão destinados para saúde pública, assistência social e apoio à ciência e tecnologia. De acordo com a companhia, os recursos beneficiarão 162 municípios de 17 Estado do país com a doação de máscaras, equipamentos de proteção individual, cestas básicas, leitos de UTI, construção de hospitais, entre outros.

“O mundo vive uma crise sem precedentes e a JBS, como empresa cidadã, quer continuar a fazer a diferença na vida das pessoas, por meio do apoio aos esforços de enfrentamento da emergência sanitária e da crise social provocadas pela pandemia”, disse Gilberto Tomazoni, CEO da JBS, em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As iniciativas da JBS serão coordenadas pela executiva Joanita Karoleski, que até o ano passado comandava a Seara, divisão de alimentos processados da JBS no Brasil.

Para cuidar da distribuição dos recursos que serão doados, a JBS contará com um comitê consultivo, que será presidido por Fernando Torelly, CEO do Hospital do Coração.

Também compõem o comitê Henrique Neves, CEO do Hospital Albert Einstein; Maurício Barbosa, presidente do conselho da Bionexo; Mohamed Parrini, CEO do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre, e o Roberto Kalil Filho, diretor de cardiologia clínica do InCor e diretor geral do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês.