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Ouro Branco (RN): Ex-Tesoureiro inflacionou em 650% terreno para construção de casas populares


casas populares Ouro Branco (RN): Ex-Tesoureiro inflacionou em 650% terreno para construção de casas populares
Quando Tesoureiro na Prefeitura, o prefeito eleito Samuel Souto (PL), inflacionou o terreno que loteia o Conjunto Severino Lino em 650%. É o terreno mais caro já adquirido pela Prefeitura em toda a história de Ouro Branco (RN). Samuel foi eleito Prefeito pelo sistema situacionista em Ouro Branco, com apoio da atual prefeita Fátima Silva (PT), e esteve presente na entrega das casas recém construídas, em cerimônia neste dia 25 de dezembro.

O ex-tesoureiro foi presidente da comissão nomeada pela Prefeita para dizer o montante a ser pago pela Prefeitura pelo terreno, em 2019, que tinha também o Secretário Déda Moreira e o Pedreiro Ginaldo Santos. A maioria dos integrantes da comissão de avaliação não tem estudo além do ensino médio. O pagamento foi realizado em maio de 2019, sem publicação de contrato, e pode resultar em mais processo para a Prefeita Fátima Silva, por não ter sido autorizado pelos Vereadores.

A avaliação do terreno era necessária para a Prefeitura adquirir o imóvel, que chegou ao valor de R$ 130 mil, equivalente a uma inflação de 650% comparado a outro terreno do mesmo tamanho e mesma localidade, do Conjunto Zé Pereira. Para o primeiro Conjunto, o terreno na margem da RN 089 custou R$ 20 mil, e tinha como avaliador o irmão da Prefeita, Artur Silva.

O valor consta no Portal da Transparência da Prefeitura de Ouro Branco e mostra que o pagamento foi realizado pelo então Tesoureiro Samuel Souto e autorizado pelo Secretário de Obras Déda Moreira dias após o terreno ter sido denunciado ao IDEMA por desmatamento irregular. O terreno avaliado pela comissão foi comprado do padrinho da Prefeita Fátima Silva, que financiou sua candidatura em 2012 e 2016. O escândalo pode prejudicar o Conjunto Severino Lino, já que em novembro de 2020 a Prefeitura foi autuada por realizar desmatamento ilegal do terreno, o que caracteriza infração ambiental, e não respondeu à notificação ainda.

Se for questionada, a gestora certamente apontará como responsável pela avaliação do terreno a própria comissão, para se desvincular da responsabilidade. Fátima Silva chegou a aprovar uma lei na Câmara, em julho de 2019, para validar a compra desse terreno. O caso deve ir parar na Justiça.

Será que o relatório de avaliação do terreno vai constar no Relatório de Transição, ou o prefeito eleito, Samuel Souto, já sabia de tudo? É somente uma pergunta.

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