‘Posso ser 1 presidente sem partido’, diz Bolsonaro

Presidente pode estar de saída do PSL — Foto: Marcos Corrêa/PR.

Por Poder 360 — Pouco antes de deixar a China para embarcar aos Emirados Árabes Unidos, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que pode se tornar “1 presidente sem partido” caso o embate público no PSL não se resolver. O partido está rachado entre bolsonaristas e bivaristas –grupo leal ao deputado Luciano Bivar (PE), presidente da legenda.

“Eu posso ser 1 presidente sem partido. Tanto faz eu estar com partido ou sem partido”, afirmou neste sábado (26.out.2019) pela manhã —6ª feira (25.out) à noite no Brasil.

Se escolher ficar sem partido, Bolsonaro vai repetir o caso de Itamar Franco (1930-2011), que quando assumiu o Planalto (pós-impeachment de Collor) não teve filiação partidária.

O chefe do Executivo disse que deseja ter uma grande quantidade de candidatos a prefeito nas eleições de 2020, incluindo as principais capitais. “Pretendo ter 30 a 40 candidatos pelo Brasil, mas tenho que ter decisão sobre o partido. Não posso entrar e, quando chegar na convenção, eles me deixarem para trás porque têm maioria”, afirmou.

“Eles [deputados] sabem que quem quer ser candidato a prefeito no ano que vem é melhor tirar uma foto comigo e não com outra pessoa”, completou.

PRESIDENTE CRITICOU REPORTAGEM DA ISTOÉ

Bolsonaro também criticou reportagem publicada pela revista IstoÉ que afirma que seu filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) teria pago as passagens de sua lua-de-mel com dinheiro do fundo partidário.

“É uma irresponsabilidade da imprensa brasileira. Como vai pagar com fundo partidário se quem administra [o fundo] é o Bivar?”, afirmou.

Nessa 6ª feira (25.out), o presidente da República disse que o pedido de expulsão de Eduardo do PSL é 1 “ato autoritário de quem não está ligado à democracia e à transparência“.

VIAGEM

A viagem à China faz parte do giro do presidente pela Ásia e pelo Oriente Médio. O chefe do Executivo embarcou em 19 de outubro e a previsão é de que retorne ao Brasil em 31 de outubro.

Segundo integrantes do governo, o presidente quer sinalizar para o mundo que o Brasil está comprometido com a abertura econômica, com o ambiente de negócios e com o programa de reformas.