RN pode ser um dos primeiros estados a declarar fim da pandemia, ‘mas ainda não é hora de relaxar’, diz coordenador do Lais/UFRN


Em entrevista ao Bom Dia RN, da Inter TV Cabugi, nesta quinta-feira(17), o professor Ricardo Valentim, que coordena o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), disse que o Rio Grande do Norte pode ser um dos primeiros estados a declarar fim da pandemia, ‘mas ainda não é hora de relaxar’.

Valentim assim disse:

“Pelo que estamos vendo de dados, o Rio Grande do Norte tem tudo para ser um dos primeiros estados do Brasil a declarar que está saindo dessa pandemia. Eu acredito que a gente vai ter um ano de 2022 muito promissor, mas precisamos fazer o dever de casa”.

A declaração do coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) ressalta que, apesar do otimismo, o estado ainda vive um momento crítico e que “ainda não é hora de relaxar” as medidas de prevenção.

Sobra a expectativa, Valentim pontua:

“Essa redução que a gente está observando no número de novos casos tem relação primeiro com a imunização. Nós temos mais de 800 mil pessoas que tomaram pelo menos uma dose e mais de 400 mil que tomaram as duas doses – e quanto mais a gente vai se imunizando, maior vai ser o impacto na rede assistencial. Deve entrar em conta também a população que foi contaminada e se recuperou da doença”, considera.

Ainda na entrevista, o professor apontou que a proporção de idosos internados com Covid-19 caiu de 75% no meio de 2020 e está abaixo de 30%. Junto com os trabalhadores da saúde, esse público foi o primeiro a ser imunizado no estado. A mesma tendência deverá se estender ao restante da população com o avanço da vacinação, que já vem apresentando resultados no público geral, de acordo com ele.

“Tivemos em maio mais de 30 mil novos casos, porém, o número de internações começa a cair no final do mês. Há uma redução do número de novos casos, transmissibilidade e adoecimento e também analisamos redução nos pedidos de internação. Por mais de 16 dias esses pedidos vêm reduzindo”, ponderou.

BG