A vida da pequena Brunninha, de 7 anos, está dependendo de um transplante de coração. É o que afirma o médico Madson Vidal, diretor da Associação dos Amigos do Coração da Criança (Amico).

Acometida com uma transposição das grandes artérias, a menina teve o início do tratamento tardio, apenas aos 3 anos. Para amenizar o problema, foi feita uma cirurgia paliativa. No entanto, não foi o suficiente.

Nós últimos três meses, Brunninha começou a apresentar dificuldades. A partir de então, a menina passou a lutar pela vida. Há 15 dias, ela submetida à primeira cirurgia. O procedimento durou cerca de 16 horas e foi feita por oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO).

Segundo o médico, a menina passou oito dias com a ECMO. Depois desse tempo, foi realizado um novo procedimento para a retirada da máquina. Contudo, Brunninha não reagiu bem e foi necessária a manutenção do equipamento.

Ainda de acordo com Vidal, a ECMO tem um prazo de vida útil que varia entre 10 e 21 dias. Ela já está com a máquina a 14 dias. A utilização do equipamento é invasivo e desgastante. “Os principais riscos são infecções e sangramentos. A máquina gera a pressão do corpo”, explicou.

Tipo sanguíneo

Além das dificuldades para conseguir o transporte para Recife, a situação de Brunninha esbarra ainda no seu tipo sanguíneo, o B. Segundo o médico, esse tipo é raro e tem menor chance de encontrar doador compatível.

“Tem que surgir um doador. 90% das pessoas tem sangue A ou O. Se imaginar que a cada 100 pessoas que têm morte encefálica e a família resolve doar o órgão, apenas 3% tem o tipo sanguíneo dela”, acrescentou.