Verdade vem à tona e polícia indicia marido por morte Caroline Bittencourt

A Polícia Civil informou, no começo da noite da noite desta segunda-feira (6), que vai indiciar o empresário Jorge Sestini pela morte da esposa Caroline Bittencourt, de 37 anos. Ela morreu ao cair de uma lancha durante um vendaval que atingiu o litoral norte de São Paulo no último dia 28.

O delegado Vanderlei Pagliarini, responsável pelo inquérito, decidiu pelo indiciamento após ouvir formalmente o dono da marina de onde a embarcação do casal partiu. O marinheiro que resgatou o empresário do mar também foi ouvido.

Segundo o inquérito, há indícios da conduta culposa de Jorge, que mesmo advertido sobre o mau tempo, lançou-se ao mar. Para ele, houve ‘negligência’.

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A informação sobre o alerta consta no depoimento do proprietário da Lemar Garagem Náutica, Lenildo de Oliveira, que segundo o delegado trouxe seguros subsídios que permitem concluir pela responsabilização criminal de Jorge Sistini.

Oliveira, disse à polícia que orientou na sexta-feira (26) que Jorge ficasse atento às mudanças climáticas, porque estava previsto um vento a noroeste entre sábado e domingo. Essa conversa ocorreu antes do casal partir da marina, em São Sebastião, para passar o fim de semana em Ilhabela.

O dono da marina contou ainda que, já no domingo, dia do acidente, recebeu alertas de mudança nas condições de tempo e encaminhou aos clientes da marina, entre eles Sestini. Às 15h44 ele recebeu uma mensagem de áudio pelo WhatsApp, último contato com o marido da modelo, que agradeceu o aviso e disse que já estava no canal entre São Sebastião e Ilhabela. O empresário disse que tinha chegada prevista para às 17h30. O vendaval atingiu Ilhabela por volta de 17h.

Às 17h15, Oliveira disse à polícia que tentou novo contato com o casal pedindo que, caso ainda estivesse no canal, que não tentasse a travessia, que deixasse para o dia seguinte, 29 de abril, porque as condições no tempo tinham piorado e eram críticas.

Para o delegado, o conjunto de provas e indícios colhidos até o momento, vislumbra-se com clareza a incidência de conduta culposa dele.

“Sabedor do mau tempo que assolava naquele momento a região, especialmente para quem se encontrava a bordo de embarcações de pequeno porte, expressamente advertido a esse respeito, resolveu por lançar-se ao mar, não providenciando ao menos que a vítima utilizasse um colete salva-vidas, como lhe competia, negligência indiscutível que remete aos fundamentos dos delitos culposos”, disse o delegado em trecho do documento.

O pedido de indiciamento foi enviado para a polícia de São Paulo, que deve intimar Sestini para ouvi-lo – não há data agendada. Na ocasião, ele será informdo oficialmente do indiciamento. “Enviamos um questionário elaborado com perguntas para ele responder. Quando comparecer a delegacia, ele irá ser indiciado formalmente”, afirmou Pagliarini ao G1.

A Marinha também instaurou um inquérito para apurar o acidente. A lancha que o casal ocupava quando Caroline caiu no mar foi periciada.

Outro lado
Jorge Sestini tem a opção de não responder aos questionamentos policiais. A família de Sestini foi procurada pela reportagem, mas não quis falar sobre o assunto. Questionado, o pai de Jorge, Alfredo Sistini, não indicou o contato de um advogado.

A pena, caso Jorge seja condenado por homicídio culposo, é de um a três anos de detenção.

Em nota publicada pela filha de Caroline em uma rede social no domingo, a família deu detalhes do acidente

 

fonte/f7noticias