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Wajngarten diz ter ouvido rumores sobre prisão de Pazuello



No início de fevereiro, o então chefe da Secretaria Especial de Comunicação (Secom) do governo Bolsonaro Fabio Wajngarten ouviu que o general Eduardo Pazuello corria o sério risco de ser preso. À frente do Ministério da Saúde, pasta responsável pelas políticas de enfrentamento da pandemia, Pazuello acumulava importante desgaste político, insistia em tratamentos sem eficácia comprovada, era cobrado – e tentara se eximir de responsabilidade – pela falta de cilindros de oxigênio em Manaus e não conseguia viabilizar a compra massiva de vacinas contra a Covid-19.

Às vésperas do início dos trabalhos da CPI da Pandemia no Senado, Wajngarten concedeu entrevista exclusiva a VEJA em que atribuiu ao Ministério da Saúde “incompetência” e “ineficiência” nas negociações para a aquisição dos imunizantes.

O publicitário disse que, em março, pouco antes da demissão do ministro, os rumores sobre a iminente detenção de Pazuello se intensificaram . “Ouvi que havia essa possibilidade. Não sei se era foto os especulação”, disse ele. Os boatos aceleraram a troca do general pelo cardiologista Marcelo Queiroga.

Desde o início do governo Bolsonaro, ministros militares e integrantes da chamada ala ideológica travaram uma batalha, nem sempre silenciosa, em busca de influenciar o presidente. Os ideológicos, grupo em que se inclui Fabio Wajngarten, conseguiram desalojar dos cargos, entre outros, os generais Carlos Alberto Santos Cruz (Secretaria de Governo), Otávio Rego Barros (porta-voz da Presidência)e Fernando Azevedo (Ministério da Defesa). Com as acusações do ex-chefe da Secom e a queda de Pazuello, a rivalidade entre os dois grupos atingiu seu ponto mais alto.

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